A Caminho de Casa (A Dog’s Way Home) é um filme adaptado de um livro de mesmo nome do autor W. Bruce Cameron, o mesmo de Quatro Vidas de Um Cachorro (A Dog’s Purpose). No entanto, as histórias não estão relacionadas. O roteiro é do autor e de Cathryn Michon (Quatro Vidas de Um Cachorro), e a direção é de Charles Martin Smith (Os Intocáveis – como ator).

Bella (interpretada por Shelby e dublada por Bryce Dallas HowardJurassic World) é uma cadelinha mestiça que nasceu nas ruas, mas encontrou um dono para chamar de seu, criando um vínculo muito forte e chegando a acompanhá-lo no hospital onde ele trabalha. Um dia ela escapa de casa e é capturada pelo controle de animais por lembrar um pit bull (a lei local proíbe ter a raça e assemelhados na cidade) e levada ao abrigo. Ao conseguirem libertá-la, seu dono Lucas (Jonah Hauer-King Little Woman) e a mãe dele Terri (Ashley Judd – Invasão a Casa Branca) percebem que terão que mudar de cidade para que possam tê-la sem maiores problemas. Mas até encontrar uma casa, deixam-na com os tios da amiga de Lucas, Olivia (Alexandra Shipp – X-Men: Apocalipse), a centenas de quilômetros de distância, lugar do qual Bella foge e inicia sozinha sua jornada de volta para casa, enfrentando os perigos da rua, da vida selvagem, a fome e fazendo amizades improváveis.

É uma história clichê de cachorro se perdendo dos donos ou fugindo do “hotelzinho” para achar o caminho de casa por conta própria. Os aficcionados por filmes de cães devem se lembrar de “A Incrível Jornada” (“The Incredible Journey” de 1963, e “Homeward Bound“, remake de 1993 e que teve sequência). Nesses conhecidos filmes, baseados no mesmo livro, seguem a mesma premissa, mas eram dois cachorros e uma gata, todos de raça. Já A Caminho de Casa tem um só um cão e é um mestiço, talvez para seguir o aumento de popularidade dos vira-latas na mídia. E ele cutuca em um problema comum nos EUA, que é a proibição de pit bulls e cães assemelhados em algumas cidades americanas, dito no filme como sendo  “racismo com cães”, pois qualquer um capturado pode ser eutanasiado somente por se parecer, ainda que remotamente, com um pit bull, mesmo não sendo. Quem pesquisa mais a fundo sabe que cães dessa raça não são agressivos por natureza, mas podem ficar caso não tenham sido bem criados e/ou sejam frutos de acasalamentos indevidos. E isso pode ocorrer com qualquer cão de qualquer raça.

Nesse filme vemos que amizades não tem limites entre as espécies e que até gatos e cães podem fazer papeis de mães e filhos entre si, não importa o tamanho de cada um. Mas tem aquele problema que filmes do tipo fazem a gente ficar com raiva, que é algo dar errado sempre que o cão está prestes a se encontrar com os donos no meio do caminho, mas isso acaba meio que sendo explicado pelo fato de que os cães não entendem o que irá acontecer ou que serão ajudados a voltar para casa, mas sim só o que está acontecendo no presente. Eles interpretam aquilo e tomam uma atitude, por vezes fugindo do local. E a Bella narra a aventura exatamente dessa maneira. Todos os animais selvagens foram criados por computação gráfica e isso é perfeitamente notado, pois os efeitos não são primorosos. Mas não é nada que estrague a diversão.

A história é para toda a família e os mais sensíveis podem precisar de uns lencinhos, pois a medida que Bella vai avançando, ela se conecta com humanos e animais, cada um com suas histórias, nem todas felizes, que são contadas de uma maneira doce. Se você quer um filme de aventura com animais no melhor estilo Sessão da Tarde, esse é para você.

A Caminho de Casa estreia no Brasil no dia 28 de fevereiro de 2019.

 

3 cookies e meio para a obra.

 

Trailer (contém spoilers):